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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Eleitor brasileiro tocou fogo no circo da política



"Dizer que o 7 de outubro de 2018 foi o mais eloquente recado enviado pelas urnas à oligarquia política desde a redemocratização do Brasil é pouco. Houve algo bem mais grave: o eleitor tocou fogo no circo. Foi como se quisesse deixar claro que não tem vocação para palhaço. As urnas carbonizaram parte do elenco que reagia à Lava Jato com malabarismo verbal, trapezismo ideológico e ilusionismo.
A velha política está em chamas. Tomado pelas proporções, o incêndio lembra aquele que consumiu o acervo do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Salvaram-se múmias como Renan Calheiros, Jader Barbalho, Ciro Nogueira e Eduardo Braga. Mas viraram carvão as pretensões eleitorais de peças como Dilma Rousseff, da sessão de paleontologia. Reduziram-se a cinzas mandatos do porte dos de Romero Jucá, Eunício Oliveira e Edson Lobão, da ala dos invertebrados.
Desde 2014, quando a operação foi deflagrada, os oligarcas partidários cultivavam a fantasia de que seria possível “estancar a sangria”. Gente poderosa preparava para depois da abertura das urnas uma investida congressual para transformar propinas em caixa dois. O eleitor arrancou o nariz vermelho, jogou longe o colarinho folgado, livrou-se dos sapatos grandes e riscou o fósforo.
Sobraram chamas para investigados, denunciados e até para críticos do juiz Sergio Moro e dos procuradores da força-tarefa de Curitiba. Vai abaixo uma primeira lista das vítimas das labaredas. Inclui gente barrada no Senado, na Câmara e em governos estaduais:
Eunício Oliveira (MDB-CE); Romero Jucá (MDB-RR); Beto Richa (PSDB-PR); Marconi Perillo (PSDB-GO); Roberto Requião (MDB-PR); Lindbergh Farias (PT-RJ); Jorge Viana (PT-AC), Delcidio do Amaral (PTC-MS); Marco Antonio Cabral (MDB-RJ), filho do presidiário Sergio Cabral; Daniele Cunha (MDB-RJ), filha do presidiário Eduardo Cunha; Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do ex-presidiário Roberto Jefferson; Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão do presidiário Geddel Vieira Lima; Leonardo Picciani (MDB-RJ), filho do preso domiciliar Jorge Picciani; Dilma Rousseff (PT-MG); Fernando Pimentel (PT-MG); Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM); Roseana Sarney (MDB-MA); Sarney Filho (MDB-MA); Edison Lobão (MDB-MA); Paulo Skaf (SP), Benedito de Lira (PP-AL); André Moura (PSC-SE); Valdir Raupp (MDB-RO); Cassio Cunha Lima (PSDB-PB); Garibaldi Alves Filho (MDB-RN); e Wadih Damous (PT-RJ).
Será necessário esperar pelo resultado do rescaldo para saber o que sobrou e o que o eleitor colocou no lugar. Sintomaticamente, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, soltou fogos nas redes sociais ao tomar conhecimento das totalizações de votos da Justiça Eleitoral.
Parabéns aos novos senadores e deputados!”, escreveu Deltan. “Houve avanços significativos contra a corrupção: pelo menos uma dezena de envolvidos graúdos na Lava Jato perderam o foro privilegiado. Cerca de uma dezena de senadores do movimento Unidos Contra a Corrupção se elegeram. Além disso, movimentos de renovação apartidários elegeram vários candidatos —o RenovaBR, por exemplo, elegeu 16 candidatos.”
Deltan realçou um detalhe monetário: o eleitor puniu os candidatos brindados com fatias mais generosas do fundão de financiamento eleitoral público. Nas palavras do procurador, a “sociedade remou contra a correnteza, pois milhões do novo fundo eleitoral bilionário foram direcionados para campanhas da velha política.”
Na avaliação do chefe da Lava Jato, o fogo ateado pelo eleitor no circo pode não resolver o problema. Mas reacendeu a percepção coletiva sobre a importância da boa política: “(…) Podemos não ter o Congresso dos sonhos, mas não se trata agora de ter o congresso dos sonhos e sim de ajudar a construir o melhor país possível com os eleitos. O único caminho para um país melhor é o da política, da luta contra a corrupção e da democracia.”
Quando o desalento foi às ruas, a partir de junho de 2013, as broncas do brasileiro englobaram causas variadas —do horror à ruína de Dilma ao clamor pela volta da ditadura. Naquela ocasião, os queremistas da intervenção militar eram uma minoria na multidão. Em 2014, sobreveio a Lava Jato. Dilma reelegeu-se por pequena margem de votos.
A partir de 2015, o asfalto passou a roncar pelo impeachment. As manifestações eram menores que as de 2013. Até por essa razão, ficou mais fácil notar a presença de personagens até então vistos como folclóricos. Jair Bolsonaro deixou-se fotografar com uma camiseta na qual se lia: “Direita já”. Na foto, ele era carregado por admiradores.
Nessa mesma época, Lula, o PT e seus satélites engrossaram a pregação segundo a qual a Lava Jato criminalizou a política. Depois do grampo do Jaburu, Michel Temer e o seu MDB aderiram ao coro. Pilhado achacando Joesley Batista, Aécio Neves ecoou o mesmo lero-lero. Ao tocar fogo no circo, o eleitor sinalizou que pensa de outra maneira: quem criminalizou a política foram os criminosos. Culpar os investigadores é como responsabilizar a radiografia pela doença.
Graças ao excesso de malabarismo, o “Direita Já” da camiseta de Bolsonaro deixou de ser uma reivindicação. Ganhou ares de constatação. Nas próximas semanas, os críticos da Lava Jato dirão que a operação tirou a ultradireita do armário. Chamarão Bolsonaro de neo-Trump. Recordarão que, na Itália, a Operação Mãos Limpas levou ao poder Silvio Berlusconi. E esquecerão de lembrar —ou lembrarão de esquecer— que Lula tornou-se o principal cabo eleitoral de Bolsonaro ao criar, na cadeia, a figura do presidenciável-laranja. O fogo arderá no circo por muito tempo".

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Os dois ex-prefeitos que estavam em situação semelhante à de Marquinho Mendes perderam as eleições suplementares de ontem (3)



Dois candidatos que disputaram as eleições suplementares de ontem estão na mesma situação de Marquinho Mendes. Cometeram ilícitos nas eleições de 2008 (5/10/2008), ficaram inelegíveis por 8 anos (até 5/10/2016) com base na Lei da Ficha Limpa e disputaram as eleições de 2016 (3/10/2016) sub judice. Mesmo tendo sido os causadores da nova eleição, disputaram as eleições. Dr. Luiz participou da eleição de Tianguá (CE) na situação de candidato DEFERIDO COM RECURSO. E Rosani Donadon, em Vilhena (TO), INDEFERIDA COM RECURSO. Ambos perderam as eleições que disputaram neste domingo (3). Parece que o povo está aprendendo! 

Em Tianguá (CE), Dr.Luiz (PSD) obteve 19.114 votos (45,82% dos votos válidos), ficando em segundo lugar. O vencedor foi Dr. Jaydson (PTB) com 22.203 votos
(53,23% dos votos válidos). Zé Terceiro (PEN), ficou em terceiro, com 397 votos
(0,95% dos votos válidos). 

Em Vilhena (TO)Eduardo Japonês (PV) venceu a eleição suplementar com 21.520 votos. Rosani Donadon (MDB) ficou em segundo, com 15.933 votos. Todos os seus votos foram considerados nulos porque a candidata  estava com o registro de candidatura indeferido. 

Eduardo concorria pela segunda vez ao cargo de prefeito da cidade. Em 2016, numa disputa também contra Rosani, Japonês recebeu 16.822 votos, contra 21.356 votos de Rosani Donadon, que acabou eleita e teve o mandato cassado neste ano. 

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 43.974 mil eleitores foram às urnas para escolher o novo prefeito. A cidade tinha 58.798 eleitores aptos a votarem, mas 14.824 faltaram, ou seja, uma abstenção de 25,21%.

A apuração demorou quase duas horas. O TSE diz que 1.520 pessoas votaram em branco e outros 4.941 anularam o voto.

Fonte: G1

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A derrota de Lula no STF segundo a imprensa mundial - 2



Foto CNN

Ex-presidente do Brasil, Lula da Silva perde luta para adiar sentença de prisão
Por Daniel Silva e Bard Wilkinson
A suprema corte do Brasil decidiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve começar a cumprir uma sentença de 12 anos de prisão por corrupção, uma medida que pode encerrar sua carreira política.
Lula da Silva, que governou o Brasil de 2003 a 2011, era considerado um dos favoritos nas eleições de outubro. Mas a decisão do tribunal de não conceder seu pedido para permanecer livre enquanto apelava da condenação lançou dúvidas sobre sua tentativa de recuperar o poder.
O ex-presidente de 72 anos entrou com um pedido de habeas corpus para adiar a sentença, mas a Suprema Corte decidiu contra ele por 6-5, um veredicto estrito sobre uma questão que dividiu o país e aumentou as tensões antes das eleições.
A decisão vai agora voltar para o tribunal de primeira instância, onde um mandado de prisão deve ser emitido dentro de dias.
No final de janeiro, um tribunal de apelações confirmou por unanimidade as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro contra ele, e ele foi condenado a 12 anos de prisão. Lula da Silva foi inicialmente considerado culpado pelas acusações em julho de 2017.
Lula da Silva negou veementemente qualquer irregularidade. Sua defesa disse que ele foi vítima de perseguição política.
Sua condenação resultou de uma ampla investigação de corrupção na estatal Petrobras, apelidada de "Operação Lava Jato". As acusações contra ele surgiram depois que deixou o cargo em 2011.
Lula da Silva foi acusado de se beneficiar da reforma de um triplex em uma cidade de praia perto de São Paulo pela construtora OAS. As acusações estavam ligadas ao valor de subornos de 3,7 milhões de reais (US $ 1,1 milhão) recebidos da OAS através do apartamento à beira-mar. Em troca, Lula da Silva ajudou o construtor a adquirir contratos da companhia de petróleo, acusaram os promotores”.
Mal informado sobre os partidos brasileiros, a CNN diz que Lula é fundador do único partido político socialista do Brasil, o Partido dos Trabalhadores”, esquecendo da existência de outros partidos socialistas, como o PSOL .
Fonte: "cnn"

A derrota de Lula no STF segundo a imprensa mundial - 1

Logo do NY Times 


Luiz Inácio Lula da Silva durante um comício de campanha em março. CréditoEraldo Peres / Associated Press

O New York Times de hoje (5), em matéria na página 6, assinada por ERNESTO LONDOÑO e SHASTA DARLINGTON, diz que “Lula, ex-presidente do Brasil, pode ser preso”. A decisão do “maior tribunal do Brasil”é considerada “explosiva”, porque pode impedir que Lula, aquele que “tem uma vantagem considerável nas pesquisas para a eleição presidencial de outubro”, volte a governar o país. Segundo o jornal, a decisão da Suprema Corte “provavelmente colocará em questão a legitimidade da eleição aos olhos de muitos brasileiros.”
Em julho passado, Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro , e sentenciado a quase 10 anos de prisão. Em janeiro, um tribunal de apelação confirmou por unanimidade a condenação e aumentou a sentença para 12 anos.
Com a decisão em mãos, Sérgio Moro, o juiz federal que presidiu  investigação de corrupção em larga escala conhecida como Car Wash e o julgamento de Da Silva, deve emitir um mandado de prisão para o ex-presidente em questão de dias.
No julgamento de Da Silva, o juiz Moro descobriu que o ex-presidente havia aceitado subornos - na forma de um apartamento à beira-mar - em troca de contratos beneficiando uma construtora.
As alegações de corrupção contra o Sr. da Silva são apenas uma pequena parte da ampla investigação feita na Operação Lava Jato.
O inquérito, que começou em 2014 com um olhar aparentemente rotineiro sobre acusações de lavagem de dinheiro, atingiu dezenas de executivos e políticos poderosos em todo o espectro político.
Mas o caso de Lula carrega enormes implicações legais e políticas para o país.
Jorge Oliveira, 50 anos, ex-pára-quedista do Exército, disse que esperava que Lula fosse preso logo e que sua queda seria o primeiro passo para uma drástica transformação política.
"O cara precisa ser preso", disse Oliveira. “Então um general precisa tomar o poder, derrubar Temer, manter as coisas juntas por três anos e convocar novas eleições.”
Jéssica da Silva Facundo, em contraste, disse que torcera por Lula, em grande parte por nostalgia da prosperidade que o Brasil experimentou durante seu tempo no poder.
"Apesar do fato de que ele roubou, durante o seu governo eu estava melhor", disse a Sra. Da Silva, que não tem parentesco com o ex-presidente.

Fonte: "nytimes"