domingo, 13 de novembro de 2016

Prefeitos fichas sujas colocam em risco a saúde da população

CABO FRIO


Em nota, divulgada na última segunda-feira (7), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro classificou a situação da saúde de Cabo Frio como crítica. Em fiscalização recente o órgão constatou que os cinco hospitais da cidade e as duas UPAs "continuam sem condições adequadas de funcionamento".


Problemas comuns encontrados:
  1. déficit de recursos humanos,
  2. ausência de equipamentos e de materiais
  3. problemas estruturais,
  4. superlotação
  5. salários atrasados.
Problemas encontrados em cada uma das unidades durante as fiscalizações:

Hospitais
  1. Hospital Municipal da Mulher: falta de profissionais; deficiências de equipamentos, materiais e medicamentos.
  2. No Hospital Municipal da Criança: déficit de recursos humanos; falta de medicamentos, insumos e aparelhagens; ausência de laboratório e ambulância próprios; leitos ociosos; condições de manutenção, limpeza, iluminação e refrigeração não satisfatórias.
3) No Hospital Central de Emergência (HCE): necessidade de transferência de pacientes que necessitam de cirurgião para Hospital São José Operário devido à falta do especialista; tomógrafo quebrado; atraso no diagnóstico dos doentes com aumento de casos de morbidade.

4) No São José Operário a equipe constatou déficit de diversas especialidades médicas, entre eles neurocirurgia, ortopedia, urologia e cirurgia geral; dez leitos inativos por falta de manutenção; instalações que não respeitam as normas sanitárias vigentes e falta de insumos básicos e medicações.
  1. O Hospital Otime Cardoso de Santos, deteriorado durante uma manifestação, foi reaberto em julho mas ainda não funciona plenamente. Lá, o Cremerj informou que não há médicos ortopedistas e cirurgiões gerais na equipe de emergência; falta de maqueiros e ambulância usada apenas para o transporte de casos graves; equipamentos estão sem manutenção e as condições de higiene não adequadas. A unidade tem a capacidade total de 33 leitos, porém apenas 17 se encontram operantes.

UPAs

Nas Unidades de Pronto Atendimento, o Cremerj constatou que, duas UPAs do município, apenas uma está funcionando e em condições inadequadas.

"A UPA Tamoios tem condições estruturais precárias e a inoperância de grande parte dos equipamentos de ar condicionado, causando altas temperaturas na unidade. Também há déficit de medicamentos e equipamentos".


ARARUAMA

O CREMERJ também fiscalizou a UPA de Araruama e relatou déficit em diversas áreas. Entre as irregularidades encontradas estão o déficit de profissionais, medicamentos e equipamentos, superlotação, além de condições inadequadas de higiene.

Segundo o que foi avaliado pelo Cremerj, a UPA mantém doentes graves internados, mesmo sem as condições adequadas, devido à dificuldade em transferir pacientes para outras unidades, já que hospitais da região não têm vagas.

As condições precárias de trabalho e o atraso nos salários foram problemas apontados pelos funcionários, segundo o Conselho.

"O quadro na saúde de Araruama é muito grave e coloca em risco a população. É importante que a prefeitura amplie as unidades de atendimento e mantenha a UPA em condições adequadas. Do jeito que está não pode continuar", declarou o presidente do Cremerj, Pablo Vazquez.

Outro problema identificado pelos fiscais foi o déficit de manutenção dos equipamentos. Durante o transporte de paciente grave da UPA para outra unidade de saúde, para a realização de exames ou internação hospitalar, há desfalque da equipe médica e de equipamentos que precisam ser retirados da unidade, tendo em vista que a ambulância disponível é muito básica, segundo a fiscalização do Cremerj.



Recentemente, os funcionários do Hospital Regional de Araruama alegaram estar há três meses sem salários e em ARMAÇÃO DES BÚZIOSHospital Rodolpho Perissé deixou de atender urgências.  O atendimento passou a ser em Manguinhos e na Rasa desde o dia 22 de outubro.