quarta-feira, 29 de junho de 2016

Veja a festa de casamento de luxo que você bancou com o seu dinheiro (Operação Boca Livre)

Foto Instagram




O vídeo acima foi postado no Youtube. Mostra detalhes da festa de casamento de Felipe Amorim e Caroline Monteiro, realizada na praia de Jurerê Internacional, no litoral de Santa Catarina, em abril deste ano. Segundo a Polícia Federal (PF), o casamento foi bancado por dinheiro público (meu, teu, nosso) desviado da Lei Rouanet. 

Durante a Operação Boca Livre, da PF, 14 pessoas foram presas. Estima-se que 180 milhões de reais tenham sido usado em projetos fraudulentos. O grupo atuava no Ministério da Cultura desde 1991. 

O casamento foi celebrado em abril deste ano. 

Festa chique


"Um vídeo obtido pela Operação Boca Livre, da Polícia Federal, mostra o casamento bancado com recursos da Lei Rouanet. As imagens mostram uma festa chique regada a champagne e efeitos de luz. Segundo a Policia Federal, tudo foi pago com dinheiro que o Ministério da Cultura liberou para custear uma apresentação pública de uma orquestra sinfônica".


Prisões


"Ao todo, a Polícia Federal prendeu 14 pessoas nesta manhã em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, durante a operação que apura desvios em projetos culturais beneficiados com isenção fiscal pela Lei Rouanet. O noivo Felipe Amorim e seus pais Antonio Belini e Tânia Guertas estão entre os detidos. A fraude é estimada em R$ 180 milhões".


"O produtor cultural Fábio Ralston também está entre os presos. Todos já foram levados para a sede da Polícia Federal de São Paulo, na Zona Oeste da capital paulista".

"Os presos devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, estelionato contra União, crime contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cujas penas chegam a doze anos de prisão".

Como ocorria a fraude


"Segundo as investigações da Operação Boca Livre, um grupo criminoso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovação de R$ 180 milhões em projetos fraudulentos.

O desvio ocorria por meio de diversas fraudes, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços e produtos fictícios, projetos duplicados e contrapartidas ilícitas realizadas às incentivadoras.

A Polícia Federal concluiu que diversos projetos de teatro itinerante voltados para crianças e adolescentes carentes deixaram de ser executados, assim como livros deixaram de ser doados a escolas e bibliotecas públicas. Os suspeitos usaram o dinheiro público para fazer shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas e livros institucionais.

O inquérito policial foi instaurado em 2014, após a PF receber documentação da Controladoria-Geral da União de desvio de recursos relacionados a projetos aprovados com o benefício fiscal. Além das 14 prisões temporárias, 124 policiais federais cumpriram 37 mandados de busca e apreensão, em sete cidades".

Fonte: g1