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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Em sua imensa sabedoria, Deus não há de querer

Mirinho sendo entrevistado por Borgerth, JPH,9/5/2015
Em entrevista ao jornal Primeira Hora (JPH) o ex-prefeito de Búzios Mirinho Braga afirmou que “se Deus quiser, será candidato em 2016”. Espero que, em sua imensa sabedoria, Deus não queira que o povo de Búzios passe por mais um desgoverno como o atual. Acredito que, com este desgoverno que nos desgoverna atualmente, o povo de Búzios já tenha pago todos os seus pecados pelas escolhas erradas que fez no passado. Espero que Deus há de ter piedade do povo de Búzios!

Nosso “ex-desgovernante” deve acreditar que vai conseguir enganar o povo de Búzios requentando respostas já dadas ao longo do ano de 2007 quando se preparava- sem poder, porque estava inelegível, como está de novo, agora- para disputar uma nova eleição, cuja candidatura só conseguiu obter registro aos 45 minutos do segundo tempo. Registre-se que o titular da Justiça Eleitoral buziana na ocasião era aquele Juiz que foi parado na Operação Lei Seca.

Será que Mirinho Braga acredita que disputará uma nova eleição com outra liminar dependurada no peito? Será que Mirinho Braga pretende lotear novamente a prefeitura, como fez em 2008, para viabilizar a sua candidatura? Será que Mirinho Braga não percebeu que as coisas mudaram muito em Búzios, e no país, de 2012 para cá? O Juiz que concedeu a liminar não está mais em Búzios. Quase perdeu a toga em investigação do CNJ. O homem forte de seu último desgoverno, Ruy Borba, esteve preso recentemente, e está sendo processado pela Justiça local pelo crime de lavagem de dinheiro. Com suspeitas de que grande parte destes recursos tenham sido subtraídos da Prefeitura de Búzios. Nada a declarar sobre isso, Mirinho? 

Mirinho parece que não aprende. A ambição pelo Poder deve embotar seus pensamentos. Dissimulado, faz de conta que se arrependeu de ter disputado as eleições de 2008, afirmando que acabou tendo que fazer algumas composições que não deveria ter feito: “O erro foi meu mesmo. Eu preferia não ter sido candidato naquelas circunstâncias”. Mas foi. E custou muito caro ao povo de Búzios o loteamento que promoveu na Prefeitura. 

A repetição dos mesmos argumentos usados anteriormente revela que Mirinho Braga é uma farsa política. “Quando digo que cometi alguns erros, acho que cometi erros em algumas escolhas, que eu não faria de novo” (Jornal Buziano, 10/10/2008). Mas fez. Em 2012, provando que não aprendeu nada, fez novas escolhas erradas.

O que Mirinho diz sobre a inelegibilidade atual é um escárnio à Justiça. Parece também que desconhece o teor da Lei da Ficha Limpa. Segundo ele, processos em que recebeu condenações em segunda instância, ainda estão em “fase de recurso”, ainda podem ser “revistas, reavaliadas”. Estaria "costurando por fora". Logo depois, na entrevista, minimiza a gravidade dos processos: “Para uma pessoa com três mandatos como eu tenho, a quantidade e a gravidade de processos que acumulei é muito pequeno e de pequeno poder ofensivo”. Como se o problema fosse esse. E conclui o tema com uma argumentação infantil e risível: “no sistema de controles que temos hoje é inevitável acumular uma quantidade enorme de processos, não porque tenha cometido irregularidades, mas porque não soube cuidar de todos os detalhes de controle”. Dr. André usa os mesmos argumentos para se defender em entrevistas. Até nisso são iguais.

Mirinho tenta passar a ideia de que “está melhor, mais maduro, mais seguro, mais aberto, renovado”, após a derrota em 2012, repetindo literalmente o que afirmara em 2007: “Hoje estou mais experiente, e muito mais preparado para governar minha cidade. O povo de Búzios terá um prefeito maduro, moderno, e renovado” (Domigo, 12/08/2007). Não consegue renovar nem mesmo o discurso.  

A derrota em 2012 “não teria sido de todo ruim. Pude fazer um balanço, enxergar erros que cometi, reconhecer estes erros, e recobrar a confiança de que posso fazer diferente, melhor”. Antes das eleições de 2008, repetia o mesmo lero-lero de que fora bom ter ficado de fora do poder, que teria feito um balanço dos erros cometidos e que faria melhor se ganhasse as novas eleições. O resultado foi o que se viu : ganhou as eleições e instaurou um novo desgoverno em Búzios, como o anterior, de Toninho Branco. Tão ruim, que fez com que o povo buziano se lançasse na triste aventura atual, elegendo um cavalo paraguaio político como Dr. André.

Nosso “ex-desgovernante” deve acreditar que o povo não tem memória. Como pode criticar o “desgovernante” de plantão, se o modelo político-administrativo adotado por ambos, na essência, é o mesmo? Diz que houve no governo André “um inchaço da máquina pública, quando o discurso era de enxugamento”. Segundo dados do TCE-RJ, o desgoverno Mirinho gastou 60,35% com a folha de pagamento em 2009; 50,38%, em 2010; e 51,41%, em 2011. Isso, depois da crise econômico-financeira mundial de 2008/2009! Cita os malfeitos cometidos pelo desgoverno atual na contratação de “aluguéis de veículos e de máquinas” e nos "serviços de limpeza pública”, como se em seu desgoverno não ocorresse o mesmo.

Mirinho deve acreditar que o “nativismo” ainda possa decidir uma eleição, apesar do resultado da última, quando, pela primeira vez, o número de “estrangeiros” superou o de nativos. Critica a política importada de Nova Iguaçu do desgoverno André, assim como criticara, em 2008, a política da Baixada Fluminense do desgoverno do Toninho Branco: “temos que ter aqui um modelo político local, um modelo Búzios, porque Búzios é uma cidade de hábitos e costumes completamente diferentes das cidades da Baixada Fluminense”. Como se isso convencesse alguém. Esquece que trouxe a Búzios o Prefeito de Caxias Zito para selar a aliança do seu PDT com o PSDB em 2008.

Como a voz do povo é a voz de Deus, acredito que ambos, em suas imensas sabedorias, hão de nos poupar de mais um desgoverno em 2016. Assim seja!

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  • Olívia Santos Deus há de permitir e nem querer espero que o povo também não queira. Fora todos os INHOS!